CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

ONDE A NOITE SEMEIA DESERTOS DE ESCURIDÃO …

Não entendo o dialeto deste calado silêncio
que se enrosca como uma fogueira esfomeada
a nutrir-se das lenhas do meu pensar em cinzas.

Insípidos vazios saboreiam as minhas mendigas sinas
nesta mão de nadas com que os sonhos
me dão e tiram norte aos passos.

Trôpegos paladares a tudo
que os meus dedos apontam anelados por ébrios rumos.

Tristezas que opacam os meus desejos,
fumos que ofuscam as fomes da minha bússola,
beijos que viram do avesso os nomes do meu ser.

Não entendo os sonâmbulos varreres deste vento
de incrédulos suspiros que me domam os lemes à alma.

Verdes prados onde a noite semeia desertos de escuridão.

Lágrimas de saudade onde o tempo morre,
rios onde a solidão corre.

Não entendo a dormência das cores
que a insânia pinta nos hectares do meu olhar
nesta dolente insónia almofadada de dores e medo.

Pálidos lábios que cerrados
dizem frios gestos que ao adeus pertencem,
ajoelhares que sem Deus rezam murmúrios de morte.

Não entendo a vertigem
desta queda que se queda em pranto
por onde as minhas palavras fingem voar.

Grito de gritares
onde a felicidade e o suicídio se fundem
numa sólida parede de profundas sombras.

Cálice de lugares
que sem sítio habitam as entrelinhas da poesia.

Não entendo entender-me a monte,
desmontado de cume em cume em busca
de uma qualquer fonte de sede que seja o meu lar.

Não entendo.
.
.
.
.

Submited by

sexta-feira, junho 28, 2013 - 20:58

Poesia :

Your rating: None (3 votes)

Henrique

imagem de Henrique
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 5 anos 6 semanas
Membro desde: 03/07/2008
Conteúdos:
Pontos: 34817

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of Henrique

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Videos/Outros Já viram o Pedro abrunhosa sem óculos? Pois ora aqui o têm. 1 37.028 06/11/2019 - 09:39 Português
Poesia/Tristeza TEUS OLHOS SÃO NADA 1 1.624 03/06/2018 - 21:51 Português
Poesia/Pensamentos ONDE O INFINITO SEJA O PRINCÍPIO 4 2.233 02/28/2018 - 17:42 Português
Poesia/Pensamentos APALPOS INTERMITENTES 0 2.150 02/10/2015 - 22:50 Português
Poesia/Aforismo AQUILO QUE O JUÍZO É 0 1.995 02/03/2015 - 20:08 Português
Poesia/Pensamentos ISENTO DE AMAR 0 4.013 02/02/2015 - 21:08 Português
Poesia/Amor LUME MAIS DO QUE ACESO 0 2.696 02/01/2015 - 22:51 Português
Poesia/Pensamentos PELO TEMPO 0 1.691 01/31/2015 - 21:34 Português
Poesia/Pensamentos DA POESIA 0 5.436 01/30/2015 - 23:06 Português
Poesia/Pensamentos DO AMOR 0 1.836 01/30/2015 - 21:48 Português
Poesia/Pensamentos DO SENTIMENTO 0 2.275 01/29/2015 - 22:55 Português
Poesia/Pensamentos DO PENSAMENTO 0 2.370 01/29/2015 - 19:53 Português
Poesia/Pensamentos DO SONHO 0 1.636 01/29/2015 - 01:04 Português
Poesia/Pensamentos DO SILÊNCIO 0 2.851 01/29/2015 - 00:36 Português
Poesia/Pensamentos DA CALMA 0 2.189 01/28/2015 - 21:27 Português
Poesia/Pensamentos REPASTO DE ESQUECIMENTO 0 1.874 01/27/2015 - 22:48 Português
Poesia/Pensamentos MORRER QUE POR DENTRO DA PELE VIVE 0 1.763 01/27/2015 - 16:59 Português
Poesia/Aforismo NENHUMA MULTIDÃO O SERÁ 0 1.770 01/26/2015 - 20:44 Português
Poesia/Pensamentos SILENCIOSA SOMBRA DE SOLIDÃO 0 2.931 01/25/2015 - 22:36 Português
Poesia/Pensamentos MIGALHAS DE SAUDADE 0 1.563 01/22/2015 - 22:32 Português
Poesia/Pensamentos ONDE O AMOR SEMEIA E COLHE A SOLIDÃO 0 1.469 01/21/2015 - 18:00 Português
Poesia/Pensamentos PALAVRAS À LUPA 0 2.393 01/20/2015 - 19:38 Português
Poesia/Pensamentos MADRESSILVA 0 1.433 01/19/2015 - 21:07 Português
Poesia/Pensamentos NA SOLIDÃO 0 1.763 01/17/2015 - 23:32 Português
Poesia/Pensamentos LÁPIS DE SER 0 1.667 01/16/2015 - 20:47 Português