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POESIA TRAGICÓMICA

Desvaneço ar
em utopia bem-falante
num toque de audácia prudente.

Calo-me
ao áspero tento na língua
que entorse a cicatriz abstracta
das palavras por dizer-me magnânimo.

Desato a solidão
encetada nos esporões fanfarrões
do sentir-me tão recheado de vazio.

Alheio aos dogmas,
estratego astúcias ambíguas.

Ora cobaia
sou lupa curiosa e avanço medo.

Ora sábio
incompreendido recuo fobia.

Em suma isolado
incapacito-me de viver só
por entre os ruídos de tudo e de nada.

Oro-me intérprete
de poesia tragicómica do Eu
espectador súbito em cada grão de fantasia.

Analiso-me descabido,
transportando ao desastre
o meu interior exteriorizado
nas masmorras que me ocultam profeta.

Minhas visões elásticas
são perambulas do soneto
com traje devasso no compasso
vandalizado das minhas gargalhadas.

Submited by

quarta-feira, dezembro 9, 2009 - 00:13

Poesia :

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Henrique

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Comentários

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Re: POESIA TRAGICÓMICA

Lindo Poema, gostei-o no todo!
Meus parabéns,
MarneDulinski

imagem de RobertoEstevesdaFonseca

Re: POESIA TRAGICÓMICA

Parabéns pelo belo texto.

Gostei.

Um abraço.
REF

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