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POR ENTRE AS MARGENS DA NOITE …

Empedro-me de escolha e sorte,
comprometo-me existir.

Muro o olhar com verdade,
sem medo da morte.

Cerco-me de palavras vadias,
choros e lágrimas tardias.

Palavras que se multiplicam
em dizeres de amor.

Locuções de sentires e dor.

Fantasias zombies,
vazios que deambulam
pelas entrelinhas da realidade.

Sensações
como insectos presos
numa teia de corpos e beijos
à espera que a tentação os funda ao fôlego.

Silêncios incinerados por fogo e gelo.

Razões descosidas
por trôpegos roços entre pensar e ser.
Muralhas de saber da idade pedra a pedra.

Expludo acontecer de chão em chão.
Dato o tempo lágrima a lágrima.

Movimento-me pelos instantes de cada momento.

Mato-me de vida sonho a sonho.
Percorro-me de lés a lés da cabeça aos pés.

Falidas fés me acodem.

Saro-me em feridas cujas cicatrizes
são as raízes da minha inércia.

Cicatrizes
cujos desenhos são rabiscos de saudade,
pesares de adeus que sufocam o fulgor da alma.

Vontades sem leme,
sorrisos sem remos à deriva
por entre as margens da noite num rio de insónias.

Solidões que desaguam nos escuros da loucura.
.
.
.
.

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segunda-feira, novembro 19, 2012 - 23:05

Poesia :

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Henrique

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