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XURUMBAMBO …

Silêncio
que me acorda
desta açorda de desmaios.

Consto-me.

Trepo sobre lamas que moldam o mundo.

Saio.

Afugento-me.
Apago-me deste pus aflito em chamas.

Salivo da boca a incerteza
que decapa as cores do pôr-do-sol.

Caio.

Suponho-me.
De repente morto.
Estrábico penhasco.

Profética espera ingénua que acaba aqui.

Despedida sem adeus.
Sorriso inculpado sem retorno.

Alma sem contorno
onde me esconder a tristeza que retalha a voz.

Sem lugar onde fazer tudo outra vez.

Tralha.
Xurumbambo.
Sem sopapo da minha culpa.

Lenha molhada por entre a multidão que arde
na arena dos meus olhos.

Quero cegar-me desse olhar colosso.

Onde as pessoas morrem.

Sem reparo.

Sem osso.
.
.
.
.

Submited by

terça-feira, abril 17, 2012 - 14:02

Poesia :

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Henrique

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Título: Membro
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Comentários

imagem de KeilaPatricia

Gostei bastante, e sempre bom

Gostei bastante, e sempre bom ler seus versos...

Bjs na alma...

....)..(@

imagem de mariamateus

...........

Que dizer sobre este poema.......

Gostei, de te reler!!!

xi

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