Do exílio não se regressa

Do exílio não se volta,
Da prisão não se foge,
Não há de a alma ter fome,
De nada lhe vale fugir,
Regressar onde não cabe,
Onde lhe dizem que se cale,
O caminho fez-se pra pôr fim
À lonjura, não à distância,
Que tudo afasta e consome,
O que fica pra trás é som
Que não se ouve perfeito,
Não me diz quem sou ao certo,
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Me manda ser eu, sem escolha,
Sem vontade de ser outra coisa
Senão símbolo d’coisa f’rida,
De quem nada se espera.
Igual à fedida loucura,
Do exílio não se volta,
A menos que alguém sorria
Autêntico, do lado que os vivos
Usam estar da vida.
Jorge Santos 09 Dezembro 20/25
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Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,
Julguei-me à própria vida
Julguei-me à própria vida preso,
Apenso à alma que venho,
Como a todas as coisas de í fora,