Salve os poetas de verdade!

Não há poesia sem sensibilidade,
Assim como não se formam poetas
Os seres não observadores,
Esses são apenas meros escritores.

O bom poeta tudo observa,
E em seus versos conseguimos ver através de sua retina;
Isso sim é poetizar com maestria!
O fato é: existe muito poeta para pouca poesia.
Engana-se quem acha que é poeta apenas
Por escrever sentimentos,
O poeta que se preza se expõe, se entrega,
Se autocritica e se auto-venera.

O poeta de verdade grita em silêncio
Coisas aquém do que quis dizer,
Enquanto o falso poeta se silencia
Em versos e nunca diz o que quer dizer.

O poeta verdadeiro faz suas palavras
Transcenderem pensamentos,
E em seus versos reais ou ilusórios
Conseguimos entender os seus sentimentos.

O poeta de verdade olha pra si e chora,
Transformando gotas de lágrimas
Em rios de poesia.

O poeta de verdade olha pra si e sorri,
Transformando o brilho da sua alegria
Em uma radiante e vibrante poesia.

O poeta de verdade é intenso,
E não sente medo de ser incompreendido,
Pois ele sabe que a incompreensão
Faz parte do seu ofício,
Aliás, o poeta de verdade
Pode ser facilmente lido,
Mas só será realmente sentido
Por outro poeta de verdade.

Submited by

Tuesday, March 9, 2010 - 13:54

Poesia :

No votes yet

Brunorico

Brunorico's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 9 years 39 weeks ago
Joined: 03/05/2009
Posts:
Points: 528

Comments

Henrique's picture

Re: Salve os poetas de verdade!

O poeta de verdade grita em silêncio
Coisas aquém do que quis dizer....

Com esta calaste-me, é algo que sinto e nunca reparei!

O facto é: existe muito poeta para pouca poesia.

Entendo-te bem!!!

:-)

Add comment

Login to post comments

other contents of Brunorico

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Fotos/Profile 1025 0 2.463 11/23/2010 - 23:37 Portuguese
Poesia/Disillusion Sonhos envelhecidos. 0 2.001 11/18/2010 - 15:27 Portuguese
Poesia/Thoughts Cá entre nós. 0 1.750 11/18/2010 - 15:17 Portuguese
Poesia/General Vidas orquestradas. 0 1.685 11/18/2010 - 15:01 Portuguese
Poesia/General O saudosista 0 1.757 11/17/2010 - 22:41 Portuguese
Poesia/General Misantropo até a morte 0 1.838 11/17/2010 - 22:39 Portuguese
Poesia/General Medo de acordar. 0 1.675 11/17/2010 - 22:39 Portuguese
Poesia/Meditation Sapiência infantil. 0 1.731 11/17/2010 - 22:21 Portuguese
Poesia/Meditation Conselhos de um eremita. 0 1.951 11/17/2010 - 22:20 Portuguese
Poesia/Meditation Um morto perdido no tempo. 2 1.682 09/01/2010 - 00:45 Portuguese
Poesia/Meditation A bagagem da maturidade. 1 1.742 08/14/2010 - 10:03 Portuguese
Poesia/Love Desregrado e desafinado. 2 2.002 08/12/2010 - 17:14 Portuguese
Poesia/Fantasy Sonho efêmero. 3 1.978 08/05/2010 - 00:29 Portuguese
Poesia/General Mesmo que ninguém me leia. 1 1.920 07/19/2010 - 15:22 Portuguese
Poesia/Disillusion Sinuca. 1 1.707 07/02/2010 - 14:12 Portuguese
Poesia/Disillusion Dónde estás la revolución? 1 1.692 06/21/2010 - 21:37 Portuguese
Poesia/General Subsistência. 2 1.762 06/11/2010 - 03:47 Portuguese
Poesia/Disillusion Onde estão as flores? 1 1.595 06/07/2010 - 20:31 Portuguese
Poesia/Meditation Medíocres virtuosos. 0 1.793 05/29/2010 - 17:47 Portuguese
Poesia/Meditation Palavras vazias. 2 1.932 05/16/2010 - 18:25 Portuguese
Poesia/Sadness O novo envelheceu. 1 1.851 05/16/2010 - 18:21 Portuguese
Poesia/Meditation Esboço poético desvairado. 1 1.723 05/14/2010 - 20:38 Portuguese
Poesia/Dedicated Apolínea. 0 1.718 05/10/2010 - 00:57 Portuguese
Poesia/General Insanidade visceral. 1 1.778 05/05/2010 - 22:08 Portuguese
Poesia/Meditation Preciso dizer que... 1 1.754 04/26/2010 - 02:06 Portuguese